Pediculose no mês de Setembro

O mês de Setembro chegou! Para muitos representa o mês de regresso de férias e de retomar as atividades profissionais. Para os mais novos é regresso à escola… e à pediculose!

Chegam de novo as brincadeiras nos recreios e as atividades lúdicas feitas em conjunto. E os famosos piolhos regressam também às cabeças dos jovens.

Pediculose e o regresso às aulas!

 

Quem são eles?

São parasitas hematófagos específicos do homem, sendo os ectoparasitas hematófagos mais comuns na infância.

Os piolhos são artrópodes da classe Insecta,  mas não têm asas.

Possuem três pares de patas, com extremidades em ganchos , que usam para se agarrarem ao cabelo.

São parasitas exclusivos dos seres humanos.

A infestação é mais frequente em crianças em idade escolar. Nas crianças atinge taxas anuais de cerca de 40%.

E a altura do ano mais propícia é no regresso às aulas.

 

O que se sabe sobre a prevalência da pediculose?

As taxas de prevalência são menores na raça negra e maiores sexo feminino.

 

Algumas curiosidades…

  • O piolho não voa

Sem asas

Com 3 pares de pernas

  • Tamanho

Têm um aspecto oval

Comprimento varia entre 2 e 4 mm

Altura : 2 mm

  • Cor

Normalmente transparente = difícil de detetar

Tornam-se castanhos  avermelhados após se alimentarem

  • Lêndeas

As fêmeas põem diariamente cerca de 10 ovos/dia, que ficam agarrados ao cabelo em saquinhos microscópicos brancos, chamados lêndeas.

Estruturas ovais e esbranquiçadas firmemente agarradas às raízes dos cabelos e completamente imóveis. Tamanho aproximado: 1 mm

 

Quais as suas características?

  • Vivem preferencialmente em zonas quentes e húmidas (região occipital e retro-auricular)
  • Podem deslocar-se a uma velocidade de 23 cm/min (6-30 cm /min) podendo percorrer várias dezenas de metros / dia
  • Alimentam-se quatro vezes ao dia exclusivamente de sangue humano que sugam através da pele (intervalos de 3 a 6 horas)
  • Não sobrevivem muito tempo na ausência de alimento e ambiente adequado
  • Sobrevivem 15-36h fora couro cabeludo

 

Quais as principais vias de contágio?

  • contacto directo
  • objectos pessoais (pentes, escovas, chapéus, cachecóis, ganchos ou fitas), roupas contaminadas, sofás, almofadas,…

 

Qual o principal sintoma desta parasitose?

É o prurido. Todos os tipos de pediculose têm como primeiro sinal de infestação o prurido no local de parasitismo (corpo, couro cabeludo e região pubiana) e irritação.

A região mais afetada é a zona occipital e retro-auricular.

É comum nesta pediculose a existência de lêndeas fixas às hastes do cabelo.

 

O prurido é provocado pela reação a anticoagulantes e anestésico libertadas pelo inseto no local da picada (reação à saliva do piolho durante a sua alimentação).

Predispõe ao aparecimento de escoriações e feridas, que se tornam porta de entrada para infeções bacterianas oportunistas.

Na infestação por Pediculus capittis, infecções bacterianas secundárias, como por exemplo, por estafilococos, podem gerar um quadro clínico de impetigo.

Pode surgir adenopatia.

Em indivíduos com hipersensibilidade, as manifestações desenvolvem-se de forma mais intensa, podendo ocorrer reações cutâneas generalizadas ou sistémicas.

 

As crianças infestadas por piolhos tendem a apresentar dificuldade de concentração, irritabilidade e distúrbios do sono, podendo inclusive influenciar o rendimento escolar.

Infeções maiores podem ocasionar febre, cefaleia, anemia e perda de peso.

 

Como verificar se há infeção?

  • Assegurar que há luz suficiente – de preferência luz natural
  • Colocar uma toalha branca nos ombros ou pentear para uma superfície branca (lavatório, banheira ou uma mesa branca) para ver mais facilmente os piolhos

O Diagnóstico é efetuado através da deteção de um ou mais piolhos vivos!

As lêndeas localizadas nas hastes de cabelo a mais do que 1 cm (6,5 mm) do couro cabeludo são consideradas inviáveis.

A presença de lêndeas nem sempre significa infestação ativa!

E não adiar… deve iniciar-se o tratamento logo que identificada a infestação e informar as pessoas mais próximas.

 

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